Estudos científicos recentes indicam que a N,N-dimetiltriptamina (DMT), o principal componente psicodélico da ayahuasca, tem o potencial de estimular a neurogênese — o processo de formação de novos neurônios. Essa descoberta desafia o antigo dogma da neurociência de que o cérebro adulto não é capaz de se regenerar.
Psicodélico presente na Ayahuasca pode ajudar o cérebro a produzir novos neurônios
Estudos científicos recentes indicam que a N,N-dimetiltriptamina (DMT), o principal componente psicodélico da ayahuasca, tem o potencial de estimular a neurogênese — o processo de formação de novos neurônios. Essa descoberta desafia o antigo dogma da neurociência de que o cérebro adulto não é capaz de se regenerar.
O avanço dessas pesquisas traz novas perspectivas para o entendimento do cérebro e possíveis tratamentos futuros:
- Estímulo a células-tronco: Pesquisadores brasileiros utilizaram a tecnologia de reprogramação celular para criar células-tronco neurais humanas em laboratório. Eles demonstraram que uma breve exposição à DMT foi suficiente para tirar essas células de seu estado de repouso, fazendo-as se multiplicar.
- Evidências funcionais: Testes anteriores realizados tanto in vitro quanto in vivo (em camundongos) mostraram que a DMT ativa as zonas de regeneração do hipocampo. Além de gerar novos neurônios, os animais submetidos aos testes apresentaram uma melhora significativa na memória.
- Potencial terapêutico: Cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) observaram alívio rápido de sintomas depressivos em humanos após uma única dose de DMT. Especula-se que essa resposta terapêutica esteja ligada exatamente à capacidade do composto de criar novos neurônios e novas conexões sinápticas (neuroplasticidade).
Apesar dos resultados promissores publicados por instituições apoiadas pelo Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e pela UFRJ, os especialistas alertam que a substância não possui uso clínico autorizado ou comercialização regulamentada no Brasil para tratamentos médicos de rotina. As pesquisas servem como ferramentas valiosas para entender os mecanismos de regeneração molecular e o desenvolvimento de futuras terapias para depressão resistente ou doenças neurodegenerativas.
Se você tiver interesse, posso detalhar mais sobre:
- Como a substância harmina (outro componente da ayahuasca) também atua no cérebro.
- Como funciona a tecnologia de reprogramação celular usada nesses testes.
- O andamento dos ensaios clínicos com psicodélicos no Brasil.
FONTE:
theconversation.com